Educação Ambiental

Situando a Educação Ambiental na SEDU

A Coordenação das ações de Educação Ambiental está estruturada na Assessoria de Apoio Curricular e Educação Ambiental e compõe a Subgerência de Projetos Especiais.

De que Educação Ambiental estamos falando?

A sociedade humana vem, ao longo do tempo, construindo uma relção de distanciamento e de utilitarismo para com a natureza, resultando em catástrofes ecológicas e na miséria. Para enfrentarmos a crise ambiental e restabelecermos os elos de uma convivência mais solidária com os seres vivos, precisamos mudar nossos valores, atitudes e sentimentos para com o meio ambiente. Uma nova educação somente será viável se for uma educaçço integral do ser humano. Uma educação que se dirige à totalidade do humano e não apenas a um de seus componentes. Como sugere Edgar Morin, (2000), "é preciso ensinar a condiç ão e a compreensão humana pelo reconhecimento da identidade planetária".

A escola estadual contemporânea traz no conhecimento escolar, como princípio norteador do Novo Currículo, a valorização e a firmação da vida em todas as suas dimens ões, e o reconhecimento da diversidade na formação humana. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentá vel, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça social e em uma cultura da paz. Nesse sentido, a Educação Ambiental poderá contribuir para formação de indivíduos críticos, capazes de compreender as questões ambientais e tomar decisões que visem ao bem comum.

Saiba mais:

Base Legal

A SEDU desenvolve ações no sentido de tornar a Educação Ambiental um processo contínuo e permanente nas escolas, integrando o currículo às diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9795/99), que em seu art. 2° traduz a Educação Ambiental como "componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, uma vez que a Educaçã o Ambiental traz elementos que contribuem para a formação dos valores éticos e de cidadania".

Além da Lei n° 9.795 / 99, as especificidades da Educação Ambiental acumulam numerosas experiências que estão amparadas por marcos legais como a Constituição Federal de 1988 e nas diversas legislações educacionais, especialmente na LDB, no Plano Nacional de Educação - PNE e nas Diretrizes Curriculares da Educação Bàsica e Superior.

Política Estadual de Educação Ambiental

Com o intuito de possibilitar o diálogo entre os diversos setores da sociedade, a construção e a implementaçã o de políticas públicas, foram instituídas as Comissõ es Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEA). A principal característica das CIEA é a de ser o coletivo que estabelece as diretrizes estaduais de Educação Ambiental, tendo, portanto, o papel de coordenar o processo de construção da Política e do Programa de Educação Ambiental, mobilizando a sociedade para que esta elaboração ocorra de forma participativa. Assim, em 18 / 11 / 05 foi criada a CIEA do Espírito Santo através do Decreto Estadual no 1582-R.

A CIEA-ES é tripartite e paritária, ou seja, possui o mesmo número de participantes da sociedade civil organizada, do poder público e da iniciativa privada. A CIEA-ES está constituída por dezoito instituições, dentre as quais a SEDU tem assento e presidiu até o ano de 2008. 

Assim, cumprindo o papel a que se destina a CIEA-ES, em 2008, elaborou de modo participativo, uma proposta de Política Estadual de Educação Ambiental que submetida à Assembléia Legislativa, foi aprovada em 15 de julho de 2009, tornando-se a Lei n° 9265/09 da Política Estadual de Educação Ambiental do Espírito Santo. Conheça a Lei.

Plano Estadual de Educação Ambiental

Dando continuidade às ações demandadas pela política estadual, a CIEA vai elaborar o Plano Estadual de Educação Ambiental. Para tanto, será feito um planejamento estratégico com o propósito de definir os conteúdos e as metodologias mais adequadas a um documento como esse.

Desenvolvimento Curricular

Comitês Regionais de Educação Ambiental

Em conformidade com a Política Estadual de Educação Ambiental, e considerando a necessidade de existir um organismo ágil para realizar a gestão ambiental no âmbito da SEDU, bem como discutir as demandas pedagógicas desta temática, foram instituídos em 2015 os Comitês Regionais de Educação Ambiental. Eles estão organizados nas Superintendências regionais de Ensino, e possuem destacado papel na articulação da política, considerando: seu caráter democrático e participativo e a sua função social; o potencial envolvimento da população na discussão das potencialidades e dos problemas ambientais, e suas implicações; a conscientização a sociedade para a responsabilidade coletiva na preservação e na conservação dos recursos naturais; o estimulo aos segmentos sociais e a participação do processo de gestão ambiental; e o poder de sensibilização dos gestores e técnicos municipais para o fomento das ações de educação ambiental e mobilização social, de forma permanente, com vistas a apoiar os programas, projetos e ações ambientais promovidas pelos Programas Municipais que serão desenvolvidos posteriormente.

Formação de Professores em Educação Ambiental

Programa Poupe na Rede

Com objetivo de conscientizar alunos, professores e toda a comunidade escolar sobre a importância de se evitar o desperdício no uso da água, a SEDU lançou em 2015 o Programa de Uso Racional da Água nas Escolas “Poupe na Rede”.

O “Poupe na Rede” é uma parceria entre a Sedu e a Cesan e irá promover ações para uso racional da água em unidades escolares, baseados em quatro pilares: campanha de sensibilização, iniciativas das escolas com a disseminação das boas práticas, ações da engenharia e revisão dos procedimentos dos serviços de limpeza e alimentação que reflitam na redução do consumo de água mantendo a qualidade dos serviços prestados aos alunos. Para começar, 52 escolas da Região Metropolitana darão início aos trabalhos.

Em 2015, fase inicial da implantação, propõe-se o desenvolvimento do Programa de Uso Racional da Água em Unidades Escolares, iniciando em 52 escolas das superintendências de Carapina, Cariacica e Vila Velha, abastecidas principalmente pelos sistemas dos rios Santa Maria de Vitória, Beneventes e Jucu. Até 2017 serão atendidas pelo programa todas as escolas da rede estadual de ensino.

 

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