08/06/2026 17h20

Projeto transforma estudantes em agentes de comunicação comunitária em Baixo Guandu

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) José Damasceno Filho, em Baixo Guandu, desenvolveu o projeto “Iconografia na História: Agência de Comunicação Cidadã”, envolvendo estudantes da 1ª série do Ensino Médio em uma proposta que integrou pesquisa, tecnologia e intervenção social.

A atividade foi realizada ao longo do mês de maio, com clímax na sexta-feira (29), como parte das ações voltadas à recomposição das aprendizagens. Sob orientação do professor Ramon Gonçalves Prado, os estudantes investigaram problemas socioambientais do entorno da escola por meio de metodologias como Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), Ensino Híbrido e Educomunicação.

Durante o desenvolvimento do projeto, os alunos realizaram pesquisas de campo, coletaram dados da comunidade e utilizaram ferramentas digitais para organizar informações e produzir conteúdos. Com os dados obtidos, elaboraram gráficos, mapas interativos e materiais para divulgação nas redes sociais da escola. Além disso, produziram documentos formais destinados às autoridades competentes, apresentando os problemas identificados e possíveis encaminhamentos.

O encerramento da atividade ocorreu por meio de um painel educomunicativo, no qual os grupos apresentaram os resultados da investigação e defenderam suas propostas em uma dinâmica inspirada em uma coletiva de imprensa.

Segundo o professor Ramon Gonçalves Prado, a proposta buscou aproximar a aprendizagem da realidade dos estudantes. “Nosso foco não foi apenas usar ferramentas digitais, mas utilizá-las como instrumentos de incidência social. Ver o aluno analisar gráficos e mapas, redigir um documento oficial e defender sua posição em uma coletiva de imprensa demonstra que, quando o aprendizado se torna um exercício de cidadania, formamos estudantes mais protagonistas e conscientes de seu papel na sociedade”, destacou.

O estudante Hebrom Vilaça Batista também ressaltou a experiência com a coleta e análise de dados. “A gente saiu do papel e caneta para coletar dados reais dos moradores pelo celular, e ver as respostas virando gráficos ajudou a entender a matemática de um jeito muito mais prático. O projeto me mostrou que a nossa voz e a tecnologia juntas podem ajudar a cobrar melhorias para o bairro”, afirmou.

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