28/08/2025 14h08 - Atualizado em 29/08/2025 15h28

CDP de São Domingos do Norte realiza roda de conversa em formato podcast sobre racismo e desigualdades sociais

Encontro reuniu estudantes, gestores e técnicos pedagógicos para debater identidade, representatividade e enfrentamento ao racismo.

Nesta quarta-feira (28), os estudantes do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte participaram de uma roda de conversa em formato de podcast, que teve como pauta central o enfrentamento ao racismo e a reflexão sobre a construção de identidades.

O encontro reuniu a gerente da Gerência de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geaciq), Aline de Freitas Dias, os técnicos pedagógicos da Gerência de Educação de Jovens e Adultos (GEEJA) que atuam com a Educação nas Prisões, Flávia Demuner Ribeiro e Rayvo Viana do Nascimento, além do coordenador pedagógico Arthur Rocha Pedra, representando a gestão da EEEFM Águas do Rio Doce. A atividade foi articulada pela pedagoga Eriane Costa, em parceria com a equipe docente da escola, a partir de uma demanda levantada pelos próprios estudantes, interessados em ampliar o debate sobre o tema.

Durante a conversa, foram discutidos temas, como desigualdade social e racial, a importância da autodeclaração como forma de afirmação de identidade e acesso a direitos, representatividade, letramento racial e o legado da colonização no Brasil.

A gerente Aline de Freitas Dias destacou a relevância de reconhecer-se enquanto pessoa negra e de valorizar os espaços de luta por direitos e visibilidade. Como inspiração, apresentou trechos das obras “A Vida de Viola Davis”, autobiografia da atriz Viola Davis, e “Você Pode Fazer a Diferença”, da autora Stacey Abrams — ambas personalidades negras que se tornaram referência mundial.

Já a técnica pedagógica Flávia Demuner trouxe reflexões a partir do projeto Pena Justa, com ênfase nas estratégias de enfrentamento ao racismo. Os estudantes participaram ativamente, levantando questões sobre o percurso de resistência de Zumbi dos Palmares e o papel de mulheres, como Dandara, protagonistas fundamentais no fortalecimento das resistências coletivas.

O momento foi marcado por trocas, perguntas e reflexões que levaram os participantes a pensar sobre suas próprias trajetórias, sobre quem são e sobre o papel de cada um na luta contra o racismo, independentemente da cor da pele.

A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria da Educação (Sedu) e da Secretaria da Justiça (Sejus) em promover uma educação antirracista, garantindo espaços de diálogo, aprendizado e valorização da diversidade também dentro do sistema prisional — um espaço que impacta diretamente populações negras e pobres do País.

Em tom de mobilização, as falas ressaltaram experiências e vivências que colocam a educação como ferramenta de mudança, conquista e transformação social.

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