22/04/2026 11h14 - Atualizado em 22/04/2026 12h02

Escola Ceciliano Abel de Almeida aplica investigação científica na análise de questões sociais

A Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Ceciliano Abel de Almeida, em São Mateus, promoveu uma atividade de investigação científica com os alunos, com o objetivo de aplicar o método científico na análise crítica do racismo.

A atividade foi conduzida pelo professor Marcos Góes Oliveira, coordenador de Estratégias de Equidade Racial, e estruturada em etapas complementares. Inicialmente, os alunos participaram de aulas preparatórias sobre métodos de investigação científica, com destaque para os modelos hipotético-dedutivo, dialético e indutivo, construindo a base teórica necessária para a prática.

Durante o processo, os estudantes analisaram dados científicos, como informações do Projeto Genoma Humano, que indicam baixa variação genética entre os seres humanos, além de estudos que apontam a inexistência de raças biológicas. Também foram utilizados dados do IBGE/PNAD 2018, com o objetivo de contextualizar as desigualdades raciais no Brasil.

A atividade também incluiu, discussões sobre o conceito de epistemicídio, com base no Caderno Orientador para a Educação das Relações Étnico-Raciais do Espírito Santo e na obra História Preta das Coisas, de Bárbara Carine. Nesse contexto, foram abordadas contribuições de pesquisadores e pensadores como Cheik Anta Diop, André Rebouças e Davi Kopenawa, buscando ampliar o repertório dos estudantes sobre a produção de conhecimento científico.

De acordo com o professor Marcos Góes Oliveira, a proposta buscou alinhar o ensino de Ciências à análise de questões sociais contemporâneas, utilizando dados e referências acadêmicas como base para o processo de aprendizagem.

 “Com base no Projeto Genoma Humano, nos dados do IBGE e na obra de Bárbara Carine, os estudantes construíram argumentos fundamentados em evidências. Isso é exatamente o que a educação antirracista propõe: não apenas informar, mas formar cidadãos críticos, conscientes e preparados para nomear e enfrentar as desigualdades”, relatou Marcos Góes.

O aluno Matheus dos Santos Oliveira também ressaltou: “O que mais me marcou foi perceber que a ciência pode ser usada para combater o racismo. A gente testou uma hipótese de verdade, analisou dados reais e chegou a uma conclusão: raça biológica não existe. Isso não foi só uma aula de investigação científica, foi uma aula sobre a vida”.

 

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