Escola da Rede Estadual promove exposição ‘Rasgando o Silêncio: Vozes da Resistência’ no Mucane
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hildebrando Lucas, localizada no município de Vitória, apresenta a exposição “Rasgando o Silêncio: Vozes da Resistência”, em cartaz no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” (Mucane), no Centro Histórico de Vitória. A mostra permanece aberta ao público de 10 de fevereiro a 30 de abril e reúne produções artísticas desenvolvidas por estudantes a partir de vivências educativas em comunidades quilombolas do Espírito Santo.
O projeto foi concebido e desenvolvido pela unidade escolar, envolvendo estudantes, professores e comunidades tradicionais da região do Sapê do Norte, além de visitas ao território quilombola Angelim 1 e ao Morro de São Benedito.
Das experiências surgiram poemas, fotografias, desenhos, pinturas, curta-metragem e registros audiovisuais que transformam pesquisa e vivência em expressões artísticas. A proposta integra educação, memória e território, reconhecendo estudantes e comunidades como produtores legítimos de conhecimento.
Instalada no Mucane, espaço dedicado à preservação e valorização da memória afro-brasileira, a exposição amplia o diálogo entre escola pública, juventude e comunidades tradicionais, promovendo reflexões sobre identidade, pertencimento e resistência.
A curadoria e orientação artística são assinadas por Ana Rita Lustosa e Luciano Tasso, com coordenação geral de Tiago Vieira e Ricardo Salvalaio, direção de Alessandra Trabach Gobetti Burini e coordenação pedagógica de Vagner de Souza. O projeto contou ainda com a colaboração do Centro de Referência da Juventude (CRJ Território do Bem).
A noite inaugural da exposição será realizada no dia 26 de fevereiro, às 20 horas, no Mucane, reunindo estudantes, educadores, representantes das comunidades quilombolas e convidados.
“O projeto nasce do encontro entre escola pública, juventudes e territórios quilombolas, reconhecendo estudantes e comunidades como produtores legítimos de conhecimento, memória e arte”, ressaltou um dos responsáveis pela curadoria e orientadores, Luciano Tasso.
A diretora da unidade, Alessandra Trabach Gobetti Burini, destacou o processo formativo proporcionado pela iniciativa. “Para a Escola Hildebrando Lucas, ver esse projeto ocupar o Mucane é a celebração de um processo educativo que rompe os muros da sala de aula. Acreditamos em uma escola que pulsa com a realidade do território; por isso, proporcionar esse encontro entre nossos jovens e as comunidades quilombolas foi essencial para transformar pesquisa em arte e aprendizado em pertencimento. É um orgulho ver a força e o protagonismo de nossos estudantes reafirmando a resistência negra capixaba”, ressaltou.
Funcionamento
A entrada para a exposição é gratuita e a classificação indicativa é livre. O Mucane está aberto de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e aos sábados, das 9 às 13 horas.
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