Escola de Anchieta desenvolve prática pedagógica sobre ciência e ancestralidade
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Coronel Gomes de Oliveira, localizada em Anchieta, desenvolveu, entre os dias 02 e 06 de março, a atividade “Ciência e Ancestralidade: valorização dos saberes indígenas e afro-brasileiros em uma prática de estação por rotação”, com estudantes da 1ª série do Ensino Médio.
A metodologia ativa de rotação por estações organiza os estudantes em grupos que se alternam em diferentes momentos de aprendizagem. Antes da dinâmica, os alunos tiveram contato com a temática por meio de vídeos, notícias e discussões orientadas em sala de aula.
As estações de aprendizagem da atividade proposta exploraram conhecimentos tradicionais relacionados ao uso de plantas medicinais, manejo sustentável da terra, utilização das fases da Lua no plantio, técnicas agrícolas adaptadas ao clima e conhecimentos de metalurgia desenvolvidos por civilizações africanas.
Durante a dinâmica, cada grupo teve cerca de dez minutos em cada estação para discutir as informações apresentadas, registrar reflexões e responder aos desafios propostos. Ao final, os grupos compartilharam os conhecimentos adquiridos.
De acordo com a professora de Física Bruna da Fonseca Marvila, a proposta buscou ampliar a compreensão dos estudantes sobre a diversidade de formas de produção do conhecimento científico. “A proposta da atividade foi levar os alunos a refletirem que a ciência não é um conhecimento único ou produzido apenas em determinados lugares, mas uma construção coletiva desenvolvida por diferentes povos e culturas ao longo da história”, destacou.
Entre os resultados pedagógicos observados estão a maior participação dos estudantes nas discussões, a ampliação do interesse pelo conteúdo e o fortalecimento da compreensão sobre a diversidade cultural presente na construção da ciência.
Para o estudante Matheus Francisco Vasconcellos da Silva, a atividade contribuiu para ampliar o entendimento sobre a relação entre ciência e cultura. “Aprendi que os povos indígenas utilizavam conhecimentos da natureza de forma prática e inteligente, mesmo sem instrumentos tecnológicos modernos. A atividade mostrou que ciência e cultura caminham juntas”, afirmou.
A estudante Maria Clara de Oliveira Peixoto, também destacou o aprendizado proporcionado pela prática. “Com essa atividade conseguimos ampliar nosso conhecimento sobre as culturas indígenas e afro-brasileiras e entender como esses povos desenvolveram conhecimentos a partir da observação e da experiência”, relatou.
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