27/02/2026 11h25

Projeto sobre variação linguística fortalece protagonismo estudantil em escola da Serra

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Marinete de Souza Lira, localizada no município da Serra, desenvolveu, ao longo do mês de fevereiro, o projeto “Investigadores Linguísticos – Aprender, Pesquisar e Compartilhar Saberes”, com o objetivo de promover a compreensão das variações linguísticas do português brasileiro e fortalecer o protagonismo estudantil por meio da investigação colaborativa.

A prática teve início com a problematização: “Como podemos mostrar que falar diferente não significa falar errado?”, promovendo uma discussão inicial sobre o conceito de variação linguística. A professora Fernanda Tófolo de Siqueira Penha apresentou conteúdos por meio de vídeo norteador, mapa mental e exemplos de expressões regionais, ativando os conhecimentos prévios dos estudantes.

Em seguida, os alunos foram organizados em grupos e cada equipe ficou responsável por investigar uma das cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste ou Sul) articulando saberes de Língua Portuguesa e Geografia. Os grupos utilizaram iPads, mapas do Brasil, ficha técnica de investigação e materiais impressos e digitais para pesquisar gírias, termos e expressões típicas das regiões designadas, registrando significados, contextos de uso e relações culturais.

Posteriormente, as equipes apresentaram suas descobertas à turma, explicando as expressões encontradas e suas particularidades linguísticas e culturais. A atividade foi concluída com um momento de socialização e reflexão sobre preconceito linguístico, diversidade cultural e identidade.

Entre os resultados pedagógicos observados estão o desenvolvimento da autonomia, do trabalho colaborativo e da capacidade de argumentação dos estudantes. Também houve ampliação do repertório linguístico e maior segurança nas apresentações orais, além de maior consciência crítica sobre o preconceito linguístico.

Segundo a professora Fernanda Tófolo de Siqueira Penha, a proposta buscou valorizar a diversidade cultural do país. “Nosso objetivo foi mostrar aos estudantes que a língua é viva, dinâmica e carrega a identidade de cada povo. Ao pesquisarem e apresentarem as variações regionais, eles compreenderam que falar diferente não é falar errado, mas expressar cultura e pertencimento”, afirmou.

Um dos estudantes participantes destacou a importância da atividade para a mudança de percepção. “Eu não sabia que tantas palavras que usamos no dia a dia fazem parte da nossa identidade regional. Aprendi que precisamos respeitar o jeito de cada pessoa falar”, relatou.

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