Júri simulado sobre caso Césio-137 mobiliza estudantes em escola de Alegre
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Prof.ª Célia Teixeira do Carmo, localizada em Rive, distrito de Alegre, realizou um júri simulado sobre o caso Césio-137, considerado um dos maiores acidentes radiológicos da história mundial fora de usinas nucleares. A atividade foi desenvolvida ao longo de três semanas e teve sua culminância no dia 02 de junho.
A proposta integrou os conteúdos de Ciências relacionados à radioatividade e envolveu estudantes em pesquisas, análises e debates sobre aspectos científicos, sociais, ambientais e éticos relacionados ao acidente ocorrido em Goiânia (GO), em 1987.
Durante o projeto, os alunos foram organizados em equipes e assumiram diferentes funções, como promotores, advogados de defesa, vítimas, réus, testemunhas, peritos, jurados e repórteres. A partir do estudo do caso, os grupos construíram argumentos fundamentados em fatos históricos e conhecimentos científicos para defender seus posicionamentos durante o julgamento.
No dia da apresentação, o pátio da escola foi transformado em um tribunal. Professores convidados e estudantes de outras turmas acompanharam os debates sobre as responsabilidades envolvidas no acidente e as consequências da exposição ao material radioativo.
A atividade contou ainda com a participação de estudantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Alegre. Os graduandos auxiliaram no planejamento da proposta, na orientação das pesquisas e no acompanhamento dos grupos ao longo do processo.
Segundo a professora de Ciências Nathália Suemi Saito, a atividade possibilitou diferentes formas de participação dos estudantes. “O júri simulado permitiu que cada aluno encontrasse uma forma de contribuir. Alguns se destacaram na argumentação oral, outros na pesquisa, na organização ou na produção de materiais. O mais importante foi perceber que todos estavam envolvidos no processo de aprendizagem”, destacou.
Raphaela Jacomelo Brinati Moreira De Souza, do 9º ano do Ensino Fundamental, relatou a experiência de participar da atividade. “Professora, fiquei impressionada com a notícia que as pessoas foram enterradas e concretadas. O júri me ensinou a tomar cuidado com coisas que não sabemos o que é.”
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