Sedu anula processo licitatório para contratação de empresas de alimentação escolar e garante continuidade do serviço
A Secretaria da Educação (Sedu) decidiu anular o Pregão Eletrônico nº 002/2025, destinado à contratação de empresas para a prestação de serviços de alimentação escolar na Rede Estadual de ensino. A medida foi adotada com base em análise técnica e jurídica, reforçando o compromisso da pasta com a legalidade, a transparência e a eficiência na gestão pública.
O valor estimado da licitação, referente aos cinco lotes distribuídos por regionais do Estado, era de R$ 460.376.042,64 (quatrocentos e sessenta milhões, trezentos e setenta e seis mil, quarenta e dois reais e sessenta e quatro centavos), para execução ao longo de dois anos.
O processo administrativo foi atuado no ano de 2024 e, a licitação foi inaugurada em 2025, seguiu os trâmites legais, com a participação de diferentes áreas técnicas da Sedu e consultas à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). No entanto, ao longo de sua tramitação, foram protocoladas Representações junto aos Órgãos de Controle - Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) e Tribunal de Contas da União (TCU).
Inicialmente, o Tribunal de Contas da União determinou a suspensão cautelar dos lotes, e, posteriormente, apontou a necessidade de ajustes nos critérios de habilitação técnica.
Também houve contribuições do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES), que identificou pontos de aprimoramento no planejamento da contratação. Diante desse cenário e visando garantir segurança jurídica integral, a Sedu solicitou novo parecer à PGE. A análise jurídica apontou inconsistências que recomendam a republicação integral do edital, como forma de assegurar ampla concorrência e igualdade entre os participantes.
Alimentação garantida
Com a decisão, a Secretaria da Educação dará início à elaboração de uma nova licitação, incorporando todas as recomendações dos órgãos de controle e aprimorando os critérios técnicos e legais. A iniciativa visa garantir um processo ainda mais robusto, transparente e alinhado às melhores práticas da administração pública.
A Sedu destaca que não haverá prejuízo aos estudantes da Rede Estadual. A continuidade da oferta de alimentação escolar está assegurada por meio de contratos emergenciais previstos na legislação vigente, garantindo a continuidade do serviço enquanto o novo processo licitatório é estruturado.
Como funciona a alimentação escolar na Rede Estadual
A alimentação escolar na Rede Pública Estadual do Espírito Santo é organizada a partir de diretrizes técnicas, nutricionais e legais, com foco na promoção da saúde, no desenvolvimento dos estudantes e no apoio ao processo de aprendizagem. As ações seguem as normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que orientam a oferta de refeições adequadas, seguras e compatíveis com as necessidades nutricionais dos alunos.
O processo envolve diferentes etapas, como o planejamento dos cardápios, a definição das preparações, a realização de testes das fichas técnicas, o acompanhamento nutricional dos estudantes e a avaliação da aceitação das refeições servidas nas escolas. Essas ações são conduzidas para garantir que a alimentação escolar esteja alinhada às diretrizes de segurança alimentar e nutricional.
Entre as iniciativas desenvolvidas pela Sedu estão as Semanas da Nutrição, realizadas desde 2025 em todas as escolas da Rede Estadual. Durante esse período, são promovidas atividades educativas, palestras, oficinas e momentos de conscientização sobre alimentação saudável e qualidade de vida. Também é realizado o diagnóstico nutricional dos estudantes, permitindo o acompanhamento de situações como baixo peso, sobrepeso e obesidade. A partir dessas informações, são planejadas estratégias voltadas à promoção da saúde e à adequação da alimentação escolar às necessidades dos alunos.
A alimentação escolar também acompanha as atualizações da legislação do PNAE, em conformidade com a nova resolução do FNDE, que reforça a oferta de alimentos in natura e minimamente processados e estabelece restrições à aquisição e à oferta de alimentos ultraprocessados nas escolas. Com isso, a Sedu mantém o compromisso de garantir refeições mais adequadas, equilibradas e alinhadas às orientações nacionais.
Nesse contexto, a agricultura familiar tem papel importante na alimentação escolar. A aquisição desses produtos contribui para o fornecimento de alimentos mais frescos, saudáveis e diversificados aos estudantes, além de fortalecer a economia local e valorizar os produtores rurais.
A chamada pública da agricultura familiar também se relaciona às novas diretrizes da alimentação escolar, uma vez que favorece a inclusão de alimentos in natura e minimamente processados nos cardápios. A previsão é de que a nova chamada contemple 72 itens da agricultura familiar, ampliando a diversidade de alimentos ofertados aos estudantes da Rede Estadual.
Além da aquisição de alimentos, a Sedu realiza testes das fichas técnicas das preparações servidas nas unidades escolares. Esses testes avaliam tanto receitas já presentes nos cardápios quanto novas preparações que poderão ser ofertadas aos estudantes. O processo também contempla refeições destinadas a alunos com restrições alimentares, garantindo atendimento às diferentes necessidades nutricionais da rede.
Outro ponto importante são os testes de aceitabilidade, que permitem avaliar a aceitação das preparações servidas aos alunos. Essa etapa auxilia na elaboração de cardápios mais adequados às preferências dos estudantes e à cultura alimentar local, sempre respeitando os critérios nutricionais estabelecidos pelo PNAE.
A Sedu também desenvolve cardápios especiais para datas comemorativas, proporcionando refeições diferenciadas e momentos de integração no ambiente escolar. Essas ações tornam a alimentação mais atrativa, mantendo o compromisso com a qualidade nutricional e com a promoção de hábitos alimentares saudáveis.
Dessa forma, as ações da alimentação escolar na Rede Pública Estadual do Espírito Santo demonstram o compromisso com a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes, garantindo uma alimentação de qualidade e alinhada às diretrizes nacionais de segurança alimentar e nutricional.
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