Escola de Colatina promove reflexão sobre justiça ambiental e povos indígenas
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Honório Fraga, em Colatina, realizou a ação “Vozes do Rio: Povos Indígenas e Justiça Ambiental – 10 anos após Mariana”. A iniciativa foi coordenada por José Augusto de Araújo Pires da Luz e envolveu estudantes em atividades interdisciplinares voltadas à reflexão sobre os impactos socioambientais do desastre de Mariana no Vale do Rio Doce.
Desenvolvida no contexto do Abril Indígena, a ação teve início no começo deste mês e foi concluída nesta quinta-feira (23). O projeto teve como objetivo promover um olhar crítico sobre justiça ambiental e direitos indígenas, destacando a memória e a resistência dos povos originários, especialmente os Krenak.
Durante o período, os alunos participaram de diversas atividades que integraram disciplinas como História, Geografia, Sociologia e Biologia. Entre as ações desenvolvidas, destacaram-se a produção de linhas do tempo, gráficos sobre o desastre ambiental e a criação de animações com o uso de tecnologias digitais, tornando o aprendizado mais dinâmico e significativo.
A escola também promoveu uma roda de conversa com indígenas Krenak, do município de Resplendor (MG), possibilitando o diálogo dos alunos com lideranças indígenas. “O Rio Doce não é apenas água que corre. Para nós, ele sempre foi um parente, um ser vivo que alimenta nossa cultura, nossas histórias e nosso modo de vida. Quando o desastre de Mariana feriu o rio, não foi só a natureza que se perdeu, mas também parte da nossa memória e das nossas tradições”, afirmou o palestrante indígena Girley Krenak.
Para a aluna Ana Clara de Oliveira Rodrigues, da 2ª série do Ensino Médio, a experiência foi significativa. “Participar desta roda de conversa foi muito especial, porque nos ajudou a compreender que o desastre de Mariana não afetou apenas o meio ambiente, mas também a vida, a cultura e as tradições dos povos indígenas”, relatou.
De acordo com o professor de História Rogério Reis, a proposta ampliou o sentido do aprendizado escolar. “Quando trazemos os povos indígenas para dentro da escola, não estamos apenas estudando história ou geografia. Estamos aprendendo com quem viveu e ainda vive os impactos do desastre de Mariana”, destacou.
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