12/05/2026 17h06

Escola de Vitória promove atividades sobre tecnologia sustentável e saúde comunitária na EJA

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hildebrando Lucas, localizada em Vitória, realizou duas atividades pedagógicas com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As ações tiveram como foco o aprendizado prático, a conscientização social e o fortalecimento do protagonismo estudantil.

A primeira atividade uniu tecnologia e sustentabilidade em uma proposta de reciclagem criativa. Os estudantes da 1ª e da 3ª etapa da EJA participaram de uma aula prática conduzida pela professora Sandra de Almeida Valim, da disciplina de Cultura Digital, que transformou materiais descartáveis em tecnologia visual por meio da criação de hologramas sustentáveis.

Utilizando estruturas simples feitas com materiais reaproveitados e a tela do celular, os alunos construíram prismas capazes de projetar imagens com efeito holográfico. A atividade permitiu que os estudantes compreendessem, na prática, conceitos relacionados à reflexão da luz e ao funcionamento de dispositivos digitais presentes no cotidiano, além de estimular a criatividade e a reflexão sobre sustentabilidade e reciclagem.

“Nosso objetivo foi mostrar que a tecnologia de ponta pode ser compreendida de forma simples e sustentável. Ver o brilho nos olhos dos alunos ao transformarem descarte em inovação prova que o aprendizado prático na EJA é um importante caminho para o letramento digital”, afirmou a professora Sandra de Almeida Valim.

Paralelamente, na última sexta-feira (08), a escola também promoveu uma iniciativa que integrou teoria sociológica, prática técnica e saúde comunitária. A atividade foi mediada pela professora de Sociologia Robertha da Silva Dal Berto, em parceria com a professora Dayane, do curso técnico de Agente de Combate às Endemias, ofertado de forma concomitante ao Ensino Médio.

Por meio de uma parceria com estudantes de Medicina da Multivix, os alunos participaram de atividades voltadas ao autocuidado, incluindo aferição de pressão arterial, medição de glicemia e um bate-papo interativo sobre saúde pública e qualidade de vida.

A proposta buscou apresentar a saúde como um direito social e um fator de dignidade humana, conectando os conteúdos da Sociologia às práticas de saúde pública e à realidade dos estudantes.

“Ver nossos alunos da EJA dialogando com futuros médicos é a prova de que a educação rompe barreiras. Meu papel como professora de Sociologia é justamente este: mediar o conhecimento para que eles entendam a saúde como um direito e percebam que o universo acadêmico também pertence a eles”, destacou a professora Robertha da Silva Dal Berto.

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