21/05/2026 13h30 - Atualizado em 21/05/2026 16h18

Estudantes utilizam Inteligência Artificial em produção de selfies surrealistas em Afonso Cláudio

Estudantes do Centro Estadual de Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral (CEEFMTI) Afonso Cláudio, localizado no município de Afonso Cláudio, participaram do projeto “Concurso Selfie Surrealista – O Eu Além do Real”, desenvolvido entre os dias 13 e 22 de abril. A atividade integrou o estudo do Surrealismo ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial, com foco na criação de autorretratos inspirados em elementos oníricos e na estética de artistas como Salvador Dalí e René Magritte.

A ação foi conduzida pelas professoras Luana Aparecida Roncete Bissoli, Mônica Saager e Meriely Pimenta. Durante o projeto, os estudantes estudaram características do movimento surrealista, como o universo dos sonhos, o absurdo e a quebra da lógica, para aplicar esses conceitos na criação de imagens a partir de suas próprias selfies.

Na etapa de produção, os alunos utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial generativa, trabalhando a escrita de comandos, conhecidos como prompts. O desafio foi transformar ideias subjetivas, como derretimento, justaposição e onirismo, em instruções capazes de orientar a criação das imagens digitais.

A atividade também abordou a relação entre linguagem escrita, repertório artístico e criação visual. Ao utilizar a própria imagem como ponto de partida, os estudantes refletiram sobre identidade digital, autoimagem e autoria no contexto das produções artísticas contemporâneas.

A culminância do projeto ocorreu por meio de um concurso com votação popular, aberto à comunidade escolar. As produções foram apresentadas como uma galeria digital, e o resultado foi divulgado durante o Sarau Artístico-Literário Família na Escola.

Segundo a professora de Língua Portuguesa Meriely Rodrigues Pimenta, a proposta possibilitou aos estudantes experimentar a arte como espaço de criação e expressão. “Como professora, foi fascinante ver o estudo da arte deixar de ser contemplativo para se tornar uma ferramenta de intervenção na própria realidade. O surrealismo deu aos alunos a ‘permissão’ intelectual para quebrar a lógica, enquanto a IA ofereceu o meio técnico para materializar o impossível”, destacou.

A estudante Maysa Coelho Coutinho, da 3ª série do Ensino Médio, relatou que a atividade ampliou sua percepção sobre o uso da própria imagem na criação artística. “Eu nunca imaginei que uma simples foto minha pudesse virar algo tão diferente. Estudar o Surrealismo me deu liberdade para criar coisas que só existem na imaginação, e a IA foi o caminho para tirar essas ideias da cabeça e colocar no papel”, afirmou.

 

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