Projeto interdisciplinar relaciona Copa do Mundo a migrações e questões étnico-raciais
Estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Zuleima Fortes Faria, localizada em Guarapari, desenvolveram, durante o mês de junho, o projeto interdisciplinar “Além das Quatro Linhas: Copa, Migrantes e Questões Étnico-Raciais”.
A proposta utilizou a Copa do Mundo de Futebol como ponto de partida para discutir temas sociais relacionados ao esporte. A partir de pesquisas sobre situações registradas em diferentes edições do torneio, os estudantes analisaram casos envolvendo racismo, xenofobia, intolerância religiosa, migrações e a situação de refugiados.
O projeto foi desenvolvido pelos professores Adriano de Jesus Santos, de História; Daniel da Conceição Paula, de Sociologia; Rayssa Pinto Rezende, de Geografia; e Rosani Nunes de Morais Martins, de Filosofia.
Durante o processo, os estudantes realizaram pesquisas, selecionaram informações, discutiram os casos estudados e produziram histórias em quadrinhos inspiradas nos temas abordados. Para a elaboração dos roteiros e das HQs, as turmas utilizaram ferramentas de inteligência artificial, com orientação dos professores.
O uso de IA foi trabalhado de forma acompanhada, com foco na elaboração de comandos, na revisão das informações geradas e na análise dos resultados. A proposta permitiu discutir os limites e as possibilidades da inteligência artificial como ferramenta de apoio à aprendizagem.
Segundo a professora de Geografia, Rayssa Pinto Rezende, o projeto possibilitou discutir questões sociais a partir do esporte. “A Copa do Mundo nos permite compreender que o esporte vai além das quatro linhas, revelando questões sociais importantes, como racismo, xenofobia e migrações”, afirmou.
Entre os objetivos estavam o desenvolvimento da pesquisa, da leitura crítica, da argumentação, da produção de narrativas visuais e do uso responsável de tecnologias digitais.
As produções finais foram apresentadas pelos estudantes e serviram como base para debates sobre direitos humanos, diversidade cultural e respeito às diferenças. As HQs também possibilitaram a organização dos conteúdos pesquisados em uma linguagem visual e acessível.
Para a estudante Ana Lívia Aquino de Oliveira, da 3ª série do curso de Administração, o projeto contribuiu para ampliar o conhecimento sobre os temas discutidos. “O projeto foi importante porque conseguimos conhecer histórias que antes não sabíamos e falar sobre questões étnico-raciais. Também entendemos que a IA não deve ser nosso principal instrumento, mas uma ferramenta de apoio”, relatou.
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