Escola Marinete de Souza Lira desenvolve atividades com tecnologia e metodologias ativas
A
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Marinete de Souza Lira,
localizada na Serra, desenvolveu atividades pedagógicas com uso de tecnologias
digitais e metodologias ativas, envolvendo estudantes do Ensino Fundamental em
propostas interdisciplinares nas áreas de Arte, Tecnologia e História.
Uma
das ações foi o projeto “Arte, Música e Tecnologia: Representações
Tridimensionais de Críticas Sociais por meio da Inteligência Artificial e
Impressão 3D”, desenvolvido pela professora Graziella Manthaya Lacerda com
estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.
A
prática teve como base a análise das músicas “Que País É Este”, da banda Legião
Urbana, e “AmarElo”, de Emicida. Após a interpretação das letras, os estudantes
identificaram mensagens sociais, emocionais e culturais presentes nas obras. Em
seguida, utilizaram ferramentas de inteligência artificial para criar
representações visuais relacionadas às reflexões produzidas em sala.
Os
modelos criados foram organizados na plataforma MakerWorld, exportados em
formato STL e preparados para impressão por meio do aplicativo Bambu Handy.
Durante o processo, os estudantes tiveram contato com conceitos de
dimensionamento de peças, camadas de impressão e uso de suportes. As produções
foram impressas em impressora 3D e apresentadas à comunidade escolar.
Segundo
a professora Graziella Manthaya Lacerda, a atividade possibilitou relacionar
arte, reflexão social e tecnologia. “Essa prática permitiu que os estudantes
compreendessem que a arte pode ser utilizada como instrumento de reflexão
social e expressão de sentimentos. Ao integrar inteligência artificial e
impressão 3D ao trabalho pedagógico, foi possível ampliar as possibilidades
criativas e aproximar os alunos de tecnologias que fazem parte da realidade
contemporânea”, destacou.
Outra
atividade desenvolvida na unidade foi o projeto “Viagem Virtual pelas
Civilizações Antigas: uma experiência investigativa por meio da Rotação por
Estações”, conduzido pela professora Alessandra de Alcantara Malaquias Mulini.
A
proposta utilizou a metodologia de rotação por estações para trabalhar o estudo
das civilizações antigas. Com o apoio de recursos digitais, especialmente o
Google Earth, os estudantes realizaram visitas virtuais a patrimônios
históricos mundiais, como as Pirâmides de Gizé, Machu Picchu, Teotihuacán,
Acrópole de Atenas e Coliseu de Roma.
Além
das explorações virtuais, os alunos participaram de atividades investigativas
sobre tradição oral africana, o papel dos griôs e a identificação de
personagens históricos. A proposta envolveu pesquisa, observação, análise de
informações e trabalho colaborativo.
De
acordo com a professora Alessandra de Alcantara Malaquias Mulini, o uso de
recursos digitais contribuiu para aproximar os estudantes dos conteúdos
históricos. “A proposta possibilitou que os estudantes vivenciassem uma
experiência diferenciada de aprendizagem, aproximando-os de importantes
patrimônios históricos mundiais por meio da tecnologia. A participação ativa
dos grupos demonstrou que a investigação e a exploração digital podem tornar o
ensino de História mais significativo e conectado às competências do século
XXI”, afirmou.
As
atividades contribuíram para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à
análise crítica, cultura digital, criatividade, investigação, colaboração e uso
consciente de tecnologias. Também possibilitaram que os estudantes
relacionassem conteúdos estudados em sala de aula a produções práticas, visitas
virtuais e recursos de fabricação digital.
Para
o estudante Gustavo de Jesus da Silva, do 9º ano do Ensino Fundamental, a
produção em 3D ajudou a transformar ideias em objetos. “Foi uma experiência
diferente porque conseguimos transformar as ideias que surgiram durante a
análise das músicas em objetos reais”, relatou.
Já
o estudante Pieter Maior da Paz Oliveira, do 6º ano do Ensino Fundamental,
destacou a experiência com as visitas virtuais. “Gostei muito de visitar os
lugares históricos pelo Google Earth. Parecia que estávamos viajando para
outros países e aprendendo dentro dos próprios monumentos”, contou.
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