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Escola Marinete de Souza Lira desenvolve atividades com tecnologia e metodologias ativas

Publicado em: 22/06/2026 11h18 - Atualizado em: 22/06/2026 11h18
Escola Marinete de Souza Lira desenvolve atividades com tecnologia e metodologias ativas

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Marinete de Souza Lira, localizada na Serra, desenvolveu atividades pedagógicas com uso de tecnologias digitais e metodologias ativas, envolvendo estudantes do Ensino Fundamental em propostas interdisciplinares nas áreas de Arte, Tecnologia e História.

Uma das ações foi o projeto “Arte, Música e Tecnologia: Representações Tridimensionais de Críticas Sociais por meio da Inteligência Artificial e Impressão 3D”, desenvolvido pela professora Graziella Manthaya Lacerda com estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental.

A prática teve como base a análise das músicas “Que País É Este”, da banda Legião Urbana, e “AmarElo”, de Emicida. Após a interpretação das letras, os estudantes identificaram mensagens sociais, emocionais e culturais presentes nas obras. Em seguida, utilizaram ferramentas de inteligência artificial para criar representações visuais relacionadas às reflexões produzidas em sala.

Os modelos criados foram organizados na plataforma MakerWorld, exportados em formato STL e preparados para impressão por meio do aplicativo Bambu Handy. Durante o processo, os estudantes tiveram contato com conceitos de dimensionamento de peças, camadas de impressão e uso de suportes. As produções foram impressas em impressora 3D e apresentadas à comunidade escolar.

Segundo a professora Graziella Manthaya Lacerda, a atividade possibilitou relacionar arte, reflexão social e tecnologia. “Essa prática permitiu que os estudantes compreendessem que a arte pode ser utilizada como instrumento de reflexão social e expressão de sentimentos. Ao integrar inteligência artificial e impressão 3D ao trabalho pedagógico, foi possível ampliar as possibilidades criativas e aproximar os alunos de tecnologias que fazem parte da realidade contemporânea”, destacou.

Outra atividade desenvolvida na unidade foi o projeto “Viagem Virtual pelas Civilizações Antigas: uma experiência investigativa por meio da Rotação por Estações”, conduzido pela professora Alessandra de Alcantara Malaquias Mulini.

A proposta utilizou a metodologia de rotação por estações para trabalhar o estudo das civilizações antigas. Com o apoio de recursos digitais, especialmente o Google Earth, os estudantes realizaram visitas virtuais a patrimônios históricos mundiais, como as Pirâmides de Gizé, Machu Picchu, Teotihuacán, Acrópole de Atenas e Coliseu de Roma.

Além das explorações virtuais, os alunos participaram de atividades investigativas sobre tradição oral africana, o papel dos griôs e a identificação de personagens históricos. A proposta envolveu pesquisa, observação, análise de informações e trabalho colaborativo.

De acordo com a professora Alessandra de Alcantara Malaquias Mulini, o uso de recursos digitais contribuiu para aproximar os estudantes dos conteúdos históricos. “A proposta possibilitou que os estudantes vivenciassem uma experiência diferenciada de aprendizagem, aproximando-os de importantes patrimônios históricos mundiais por meio da tecnologia. A participação ativa dos grupos demonstrou que a investigação e a exploração digital podem tornar o ensino de História mais significativo e conectado às competências do século XXI”, afirmou.

As atividades contribuíram para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à análise crítica, cultura digital, criatividade, investigação, colaboração e uso consciente de tecnologias. Também possibilitaram que os estudantes relacionassem conteúdos estudados em sala de aula a produções práticas, visitas virtuais e recursos de fabricação digital.

Para o estudante Gustavo de Jesus da Silva, do 9º ano do Ensino Fundamental, a produção em 3D ajudou a transformar ideias em objetos. “Foi uma experiência diferente porque conseguimos transformar as ideias que surgiram durante a análise das músicas em objetos reais”, relatou.

Já o estudante Pieter Maior da Paz Oliveira, do 6º ano do Ensino Fundamental, destacou a experiência com as visitas virtuais. “Gostei muito de visitar os lugares históricos pelo Google Earth. Parecia que estávamos viajando para outros países e aprendendo dentro dos próprios monumentos”, contou.


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